Eis um rumor que eu torço demais pra virar realidade amanhã. O Our Choice é a melhor publicação digital já feita pro iPad, hands down. Um mac app, ou até mesmo iOS app pra criar um livro daquele jeito você mesmo será fantástico.

Eu não posso negar que gosto bastante dos produtos da maçã. Ou que sou um macfag completo, se assim você prefere. Mas bem, os caras fazem ótimos produtos você querendo ou não. Praticamente em toda área que a Apple compete ela tem o melhor produto.

E agora é aquela hora em que você, que usa Android desde criancinha vem falar aos 4 ventos que o Galaxy Coração Pro 4G e mais dois nomes à sua escolha é melhor porque tem 0,3GHz a mais no processador e uma tela de 0,2’ polegadas maior. “O Galaxy ∛x+31 Pro 4G mata o iPhone em todos os aspectos!!! Lambedor de catramalhos sabor maçã silvestre!!!” diria você. Mas ultimamente tem algo que vem me deixando muito mais empolgado que qualquer iPhone ou qualquer Android (já tenho algo para segurar a porta aqui): o Windows Phone 7. 

Sim, Windows Phone. Desde que ele foi apresentado ano passado, eu gostei desse amor personificado em um sistema operacional. O Windows Phone é superior a qualquer Android, mas faltam (poucas) coisas para ele lutar com o iPhone também. Acompanhe:

  • Um design totalmente novo: A Microsoft conseguiu fazer o que ninguém, desde 2007, conseguiu fazer: criar um sistema operacional móvel bonito. O Android é filho de feio com cruz credo, até mesmo na última versão que levou uma cirurgia plástica do Dr. Rey, mas mesmo assim continua feio. A Metro UI é linda em todos os aspectos e é funcional. Como diria Jobs, design não é se algo é bonitinho, é como essa birosca funciona. E todo o conceito do Metro é baseado nisso. Os live tiles, os hubs, a lindona fonte Segoe WP, as cores, a belíssimas animações, tudo se encaixa no Windows Phone. O Windows Phone não se parece em nada com o iPhone.
  • Os apps são bonitos: Não sei que mágica Ballmer fez, mas nas navegadas que dei pelo Marketplace todos os apps são bonitos e encaixam com o resto da UI. Não existem ports rápidos de um app na versão iOS para a versão Android, como acontece no robô verde-radiação. O iOS é lotado de apps feios, e o meu critério para comprar/deixar de comprar algo é definido pelo ícone. E nesse critério, o Windows Phone vence. Com vantagem.

Acho que é trollagem do pessoal do Textie colocar toda a UI do iOS no Android (talvez até correndo risco de levar um puxão de orelha da Apple) mas pelo jeito não tem como fazer app bonito lá nativamente. Mas você não era livre? (AndroidCentral e Technology Review)

Por outro lado, no Windows Phone os apps são lindos e parecem que foram feitos pelos mesmos caboclos do resto do sistema. Nunca o Humor no Face no seu News Feed pareceu tão lindo.

  • A Microsoft é quem manda: A Microsoft provavelmente tomou a melhor decisão possível ao decidir como serão os aparelhos. Ela que decide as atualizações e mandam OTA pra todo mundo, ao mesmo tempo. E o melhor disso é que não tem também a Samsung rindo da LG por ter 2MB de RAM* a mais no seu aparelho (*eu sei). A Microsoft define as diretrizes do hardware também. Talvez essas diretrizes de hardware e software que fazem quase todos os apps do Marketplace uma coisa linda de se ver.
  • Nokia: É meio estranho colocar a Nokia como um algo vantajoso, mas é verdade. Todos amam a Nokia. Aliás, todos amam o hardware da Nokia, pelo menos no meio geek. A Nokia sempre fez aparelhos com design sensacional e a Série Lumia só reforçou essa ideia. E a Nokia está atacando nas duas batalhas: smartphones low-end e smartphones high-end. Agora, junte um OS sensacional como o Windows Phone e um hardware sensacional como o Lumia 800. Temos um produto campeão. E quando saírem os Nokias WP7 baratinhos (500-700 reais) aposto em uma piscina de dinheiro na casa do Elop, isso é, se existirem piscinas na Finlândia.
  • O ecossistema Windows: Como li nesse sensacional texto do Cardoso, a Microsoft está no tudo ou nada em 2012. Mais do que lançar um novo produto, ela está apostando em um ecossistema inteiro baseado em Metro. E ecossistemas inteiros só duas empresas podem fazer no momento: Apple e Microsoft, já que cada uma tem produtos tabletsmartphonePC. O Ballmer decidiu parar de cantar Developers Developers Developers por um tempo e está gritando Metro Metro Metro. Em 2012 vão jogar fora toda a experiência atual do Windows e apostar em uma nova experiência. O Windows 8 será algo inteiramente novo para o usuário. Tudo mais Metro, tudo mais Windows. A estratégia que fez o Mac crescer depois do iPhone funcionará de forma inversa na Microsoft. “Já que você está comprando esse PC meu Windows 8, aproveita e dá uma olhada no meu telefone. É o Windows 8, só que no seu bolso meu amigo”.

O Windows Phone tem vários defeitos, claro. O maior deles é a falta de apps e crapwares de operadoras e fabricantes, mas no caso dos crapware, parece que dá pra remover tudo. E apps, isso o tempo resolverá.

Eu não penso em substituir meu iPhone tão cedo, ele é tão essencial pra mim quanto usar calças, mas a ideia de entrar em outro ecossistema parece interessante. É a mesma coisa de mudar de país. Você pode mudar para a Rússia, mas ainda terá vontade de sair com bermudão e blusa regata por aí. Por essas e outras, que a minha próxima compra smartphônica será um Lumia 800. Great hardware, great software. Exatamente como o iPhone é.

"Battery tips: Approximately 35% brightness, Wi-fi off, and close all unused apps."

(https://twitter.com/#!/iphoneanonymous/status/157519714686476288)

Amo ver coisas assim. Você não enxerga sua tela, desliga Wi-Fi que gasta MENOS bateria que o 3G e fecha apps manualmente sendo que o sistema faz isso sozinho? Lulz.

Vocês que me seguem no tuíter (não duvido que 60% dos posts aqui serão iniciados com essa frase) sabem que eu não gosto de cases (ou capas, se preferir), muito menos de películas. Claro que todos me xingam como se eu fosse um animal deixando meus devices à mercê de riscos, quebras e coisas da vida. E não estou falando que consigo evitar esses fatores. Olha como está o meu iPad e meu antigo iPhone 4:

Sim meu amigo, eu sempre tomei extremo cuidado com o iPad, pelo menos. O iPhone eu reconheço que dia-sim-dia-não ele dá aquele abraço no chão (o iPhone 4S está sem nenhum arranhão por enquanto :P) Mas eis um fato interessante: meu iPhone 4 já caiu das mais diversas alturas e nunca espatifou em mil pedacinhos, então eu conclui que o vidro não é tão frágil assim. Claro, se algum dia ele cair de cara em um asfalto ou no cimento eu tenho CERTEZA que quebra. Mas no chão de madeira aqui de casa ele aguenta.

Já o meu iPad 2 está com a tela toda arranhada. Senta que lá vem história.

Eu não deixei um gato usar um daqueles jogos para gatos que fizeram pro iPad. Mas no lugar de “gatos” coloque “crianças” e como adendo a combinação violenta de Pogo Sketch e FRUIT NINJA. As laterais dessa stylus (a versão antiga, mudaram a ponta recentemente) podem arranhar o iPad com maestria caso o usuário não tenha cuidado.

Uma guria de uns 12 anos foi brincar com meu iPad, viu a caneta e teve a genial ideia de jogar Fruit Ninja. Com a Pogo. Fruit. Ninja. iPad. Pogo. Combos. Arranhado. A tela está com dois arranhões gigantes, agora. Até pensei em trocar o vidro mas a Apple queria me cobrar um rim por isso. Aliás, quando ele sofreu o acidente de trabalho o iPad não tinha nem completado UM MÊS ainda. Pois é. Fiquem com a imagem mental do meu desespero. Ah, e esse amassado aí da foto foi causado pelo meu primo. Ele foi transportar o bicho que pesa quase o mesmo que ele (eu estava dormindo na hora, não me culpe). Eu xinguei ele pra caramba (me arrependo muito disso, aliás, o moleque não fez por quer) e… alguns meses depois minha mochila escorregou (com o iPad dentro) e aumentou o um bocado amassado. Essa foi a única parte que foi culpa minha.

Depois de ler essa saga toda você com certeza está falando que eu sou um porífero, não valorizo nada o que tenho e blá blá blá whiskas sachê. Mas eu prefiro um gadget meio arranhado (no caso do iPhone) do que com uma película/case. Vou te explicar o porquê (única regra dos porques que decorei na minha vida) em duas partes. Lê aí:

  • Películas: Sabe quando você usa aqueles celulares com tela resistiva da Samsung e tem vontade de jogar o treco no chão e vê-lo espatifado no chão em mil pedaços diferentes para descontar a raiva em quem inventou esse tipo de tela? Então. Essa é a exata sensação que tenho ao usar um celular com película. Esses trecos prejudicam a qualidade da tela, algumas fazem o dedo deslizar demais, e outras “prendem” o dedo, fazendo-o deslizar menos. Não criaram uma película que tenha a mesma sensação do vidro. Estou usando o Multi-Touch e o vidro da Apple há quase três anos. Sinto uma falta de responsividade até mesmo nesses celulares Android topo-de-linha de tão acostumado que estou. Começar a usar um película, pra mim, é a mesma coisa que usar tela resistiva. Quando inventarem um película de vidro, me avisem.
  • Cases: Eu diria que as cases são menos piores que películas. Quando comprei o iPhone 4, peguei uma Bumper junto, mas em um determinado momento ela começou a me irritar o suficiente para a arranca-la do meu iPhone como o pessoal da Igreja Universal “faz” para exorcizar o pessoal que vai lá. A Bumper deixava meu iPhone nas laterais um pouco mais grosso, o suficiente para me incomodar (e vocês achando que eu vou gostar de tela gigante). As outras cases, enquanto isso, acho que elas estragam o visual dos gadgets. É a mesma coisa que você comprar uma Ferrari amarela (a cor fidalga das Ferraris) e deixar o plástico azul-transparente que veio cobrindo o carro todo pra não arranhar. Não façam isso, por favor. No iPad original, aliás, aquela case preta da própria Apple era a mesma história. Eu a usava só para transporte, a sensação de estragar o design tão belo do iPad era o suficiente para me incomodar. Ok, não só isso, a pegada com a case é bem pior.

As cases e películas protegem os seus gadgets, claro, isso não tem discussão. Mas a questão é: muitas delas comprometem a sua experiência de usuário, principalmente as películas. Eu prefiro ter um gadget um pouco mais batido no fim da vida útil dele do que estragar toda a minha experiência por, sei lá, uns 150 reais a mais na hora de revender.

Tá vendo esse iPad aí da imagem? Olha pra ele de novo. Eu estava pensando como que aconteceu uma completa generalização dos nomes dos softwares na migração PC/pós-PC. A empresa sempre gostou de enfiar goela abaixo (ok, ainda gosta) suas tecnologias. O QuickTime, por exemplo: Já perceberam que no iOS, ele não existe, isto é, não tem um app? Foi substituído por um app com um nome super complicado e nada nada nada amigável: Videos. QuickTime poderia ser qualquer coisa, desde uma marca de coador de cafés até, sei lá, relógios mais rápidos (??).

A mesma coisa aconteceu com o iPhoto, que virou Photos, o iCal que virou Calendar e recentemente o iPod, que virou Music. Isso de simplificar o nome de quase tudo com os nomes literais gerou até a quase eterna discussão sobre a marca App Store. A Apple poderia iTunes Apps, QuickApps mas decidiu mesmo ficar com o Loja de Aplicativos. Foi a primeira loja de aplicativos móveis, mas por causa disso ela merece a marca? Não sei. Nunca se sabe se ela vai querer registrar “Contacts” como uma marca no futuro não é mesmo? :P

Ah! Eu não disse aí em cima que quase tudo foi simplificado? A única exceção dessa simplificação completa foi o Safari. E essa mudança gerou alguns pontos negativos. A Apple na época do lançamento do iPhone original decidiu enfiar o Safari pra todo mundo, até mesmo no Windows. Em uma Keynote (acho que foi da WWDC ‘07) o Steve comparou os downloads por dia do Firefox com os downloads por dia do iTunes e quase falou “toma aí seus poríferos a gente vai enfiar o Safari junto com o iTunes e dominar o mundo”. Vocês sabem que não funcionou. Isso de manter a marca Safari foi uma péssima ideia quando você pensa no pessoal que está chegando agora nos produtos da Apple.Já vi VÁRIAS vezes nas lojas aqui de BH gente perguntando “onde está a Internet desse computador da Mac” ou “cadê a internet nesse iPad”. O que ajuda nessas horas é que o ícone do Safari é quase o mesmo tom de azul do IE.

Falando em Microsoft, ela seguiu a linha inversa no Windows Phone 7, todas as marcas da Microsoft estão presentes como nome dos produtos. Zune (ai), Internet Explorer, Outlook, Windows. Eu não sei qual seria a melhor abordagem, mas sei qual seria a mais segura: nomes genéricos. Você não confundirá o seu usuário. Mas, dando nomes como iPod ou FaceTime você poderá ter um grande fracasso que confunde seu consumidor ou terá a grande honra de ver o nome virando uma metonímia no futuro. Ou então vendo seu nome genérico virando um nome tão associado ao seu produto que você tentará registrá-lo como marca. Touché.

Eu desisti oficialmente do WordPress porque percebi que passaria mais tempo programando HTML do que criando conteúdo em si. Então, decidi migrar pro Tumblr mesmo, e foi mais fácil do que eu imaginei… até eu encontrar a página certa. 

Quando eu digito tumblr.com, a primeira coisa que vejo é essa aí:

Sim, esse é o header do site. E nele temos um ícone de Preferências. Eu pensei que a opção  configurar o meu domínio no Tumblr era ali. Me ferrei. Então fui caçar o campo no dentro do botão “Customize your blog” e também não estava lá. A única solução foi procurar no Google onde estava a bendita opção. E aí que veio a minha surpresa: em uma página de preferências separada dentro do link “Samuel Silva (.me)” a.k.a. “Nome do site”.

Como o Tumblr é algo extremamente simples (acho que simples até demais por isso que de uma plataforma de blogs rápidos virou um recanto hipster e de gurias falando 24/7 sobre homens) não imaginei que ele teria esse pequeno grande problema de usabilidade.

Como vocês devem saber, há muito tempo eu estou pensando em voltar a produzir conteúdo na internets. Eu fiz um vlog que ficou uma porcaria, então percebi mesmo que falar pra uma câmera não é mesmo um talento meu. Acho que pelo tuíter (de onde acho que 90% dos acessos disso aqui virão) vocês percebem que gosto de dar minha opinião. Deve ser por isso que você também tem uma conta lá, aliás.

Então. Parti para a segunda alternativa que tinha: criar um blog. Em 2009/2010 eu tinha um blog que nem lembro mais o nome e considero uma grande decepção ter deletado aquele negócio sem salvar nenhum post que seja. Lembro que falei do iPad lá no day one e as minhas impressões, porque Mac é melhor que Windows, essas coisas de macfag. Como eu queria ler aquele treco novamente, viu.

Tinha algum tempo que estava namorando o domínio samuelsilva.me, mas hoje recebi um e-mail qualquer do GoDaddy e pensei “bora registrar esse treco logo antes que alguém compre e depois queira me vender por um preço de um rim” (sem piadas com rim/RIM aqui). Eu não sei porque, mas sempre tenho a impressão que quando pesquiso um domínio e não compro logo o sistema fala “opa tem um caboclo interessado nisso aqui bora subir o preço disso em mais alguns centavos”. Algo me disse que se não comprasse isso logo teria o mesmo arrependimento de ter colocado @samukaonline como username no Twitter e ter o trabalho de a cada 6 meses xingar o pessoal de lá pedindo o username @samuelsilva que está inativo.

Aliás, uma coisa neste texto me lembrou outro objetivo com esse blog aqui. Porque. Estudo a regra desse infeliz desde quando me entendo como gente mas nunca consegui decorar a bendita e provavelmente nunca conseguirei. O que mais me impressiona é que eu tirei 930 na redação do Enem, ganhei o concurso de redação do colégio na minha série e nunca decorei a regra dos porques. Pode ser porque eu evito o máximo usar termos que não conheço pra não errar e perder não-sei-quantos pontos. Pelo menos 50% do meu Enem está garantido. Ou não.

Falando em escola, ano que vem (2012 só começa pra valer pra mim com o ano letivo escolar) estarei na 3ª série, já entupido de coisas pra fazer e estudar e vou me comprometer a mais uma. Pois é. Vocês podem até considerar isso uma espécie de bdsm.

Pretendo fazer desse negócio aqui meio que um Daring Fireball, só que sem eventuais links de baseball do amigo Gruber. Acho essa, digamos, estratégia (ou seria linha editorial?) dele bacana. Por esses e outros, aliás, estou deixando o design do blog o mais simples possível combinando o tema Wu Wei com os meus vastos conhecimentos em programação HTML.

Assim, cejam bem vindos e esprimentem a linguiça!